15 de Agosto de 2011

 

 

 

 

Amici, Salvate!

 

 

 

 

Eis a galeria:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e todos os outros Neoliberais do Mundo, para além dos dois primeiros.

                               

 
 
 
                 Em tempos duros temos de ser duros! O 

PSD 

          aqui em Portugal andava mortinho para ter uma desculpa como a actual (a da troika) para pôr em prática as sua noções de economia estatal. Claro que não acredita que a dívida possa ser paga. Não acredita ele nem ninguém, a não ser o "povo" não esclarecido a quem é extorquida a carne e o tutano. Toda essa maioria vai sofrer, trabalhadores, classes médias baixas e classes médias 

médias

          , com excepção dos 

boys 

        ao serviço dos políticos, que, na sua maioria, vêm dos extractos sociais mais baixos. Sim, na realidade, o PSD conseguiu juntar-se, para gáudio seu, ao lixo desumano dos American Republican, dos Tory e Liberal Debs, no RU, da teutónica CDU ou do raivoso Sarkozy em França.

 

                  Todo o tartufismo cinzento escuro atinge de novo a sua pujança política no chamado mundo civilizado. Mr. Cameron (um desperdício artístico na figura do Tartufo, de Molière - aquela carinha bolachuda...) tem o desplante de hoje mesmo falar de crise (falta, 

sic) 

        de valores morais, ao referir-se ao que se passou em Inglaterra, escondendo a realidade. Infelizmente metade da população britânica e ocidental acreditou nele. Em entrevistas, alguns jovens responsáveis (porque também há em todas as revoluções patetas e oportunistas, que seguem os outros) puseram o dedo na ferida. O assassinato do jovem foi a gota que fez transbordar o oceano. Estes jovens vêem um mundo sem futuro e contra isto é que se revoltaram pacificamente (os tumultos vieram depois - houve alguma revolução sem exageros e destruição? - a dos cravos...). Uma jovem disse: "nós não queremos este Mundo, queremos um Estado responsável, queremos trabalhar, mas com um objectivo, e queremos viver num Mundo humanizado. Sabemos também que há deficientes e incapacitados. Queremos um Estado que não se demita do seu dever; numa palavra, queremos o Welfare State! 

 

                Que estas sábias palavras soem como um aviso para evitar futuras revoluções organizadas ou não. Num 

post 

          anterior falei da teoria neoliberal e do 

fake 

        anarquismo subjacente, da quase aniquilação do Estado e da falsa abolição de impostos que esses monstros seus apoiantes proclamam. 

 

                 Vou ser claro. No Estado Neolibaral apregoa-se cada vez mais o terrorismo e em nome dele criam-se estruturas policiais mais fortes e de defesa. O orçamento para essas forças policiais e para equipamento "de defesa" aumenta, logo, os impostos aumentam e, então, a receita também aumenta. Se os governos podem ter uma boa receita e se os milionários poderão pagar grandes impostos (que não querem, no seu egoísmo), 

pode  voltar a existir o Estado Social.

              Será que Marx errou no tempo e no contexto historico-social mas não no país? Será que a revolução começa mesmo em Inglaterra?

 

                Vejo duas alternativas para "saída" desta seriíssima crise, que as pessoas estão a tomar de ânimo leve, parece-me. Ou há eleições antecipadas no RU ou instar-se-á um regime fascista na Europa Ocidental, muito mais aberto do que o actualmente em acto. Sim, continuarão as eleições, mas o cidadão será parado constantemente para se identificar, as buscas a nossas casas, em nome da liberdade, serão constantes, as prisãos preventivas a inocentes, muito mais comuns, os tribunais serão ainda mais dependentes do Poder instituído, o medo, uma constante, tudo isto com a agravante da pobreza e da falta de solidariedade social, a não ser a da 

caridade

          , que funciona, como se sabe, alietoriamente. Protestos, revoluções, mais difíceis... O chavão

democracia

         estará nauseamente afixado por todo o lado, qual cara de Hitler ou de Stalin.  

 

             

       Duas palavras que devo, antes de encerrar. Muitos de nós falamos de Solidariedade. Alguns somos por ela. Podemos também ser, concomitantemente, pelo neoliberalismo? Há conciliação possível, sem tartufismo, pergunto? A outra: não posso, porque não devo, magoar ninguém, daí, entenda-se no meu painel, cuidadosamente escolhido, não um ataque a crenças, mas a pessoas singulares, que provaram por actos mostrados historicamente o seu tartufismo. Mais uma vez repito que o actual Papa Benedicto XVI me parece um homem superior, à medida do seu tempo, um humanista, tal como o foi João XXIII, e não um fala-barato empenhado na construção de um mundo desconstruído. 

 

            


Um Abraço Muito Forte e, apesar de tudo, cheio de esperança!

 

 

 


VALETE,

 



RAULUS ANTONIUS.
 

               


           

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Raúl Mesquita às 12:34 link do post
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Meu caríssimo amigo Raul, O Mesquita
Antecipadamente quero pedir desculpa pelo meu comentário; extensão e conteúdo. Advirto que nada tem de pessoal, nunca faria um comentário para magoar um amigo meu. Encara-o mais como a declamação de um louco, num mundo que nada tem de louco, muito pelo contrário, não nos quer é fazer de loucos mas súbditos obedientes.
Não vale a pena falar das dívidas, dos governos, das troikas, dos programas de austeridade, das bolsas, de como se tira aqui e põem ali.
São três problemas, como três caixas que se encaixam umas nas outras.
Na caixa mais pequena estamos nós
Na caixa onde encaixa a nossa está a Europa
Na caixa onde encaixa a Europa está o mundo.
Partindo desta premissa todos os problemas da Europa e do mundo são nossos.
E como não poderíamos viver numa ilha isolada longe da multidão, não temos outro remédio senão aguentar.
Mundialmente o que está em jogo é o problema da sustentabilidade dos estados ditos do primeiro mundo. O paradigma do desenvolvimento anterior, baseado no crescimento económico pela produção, com a entrada da China no mercado ficou desequilibrado. Contrapunha-se à produção a venda do que se produz, que se procurava por meio de tratados um equilíbrio que não desnivelasse as balanças de pagamentos. Com a entrada da China aparece um gigante que quer vender mais do que quer comprar. Com a previsibilidade de uma crise produtiva, pois a venda deixava de estar assegurada, os magos da economia, inventaram o crescimento económico baseado da economia fictícia. Tens alguma ideia de como se vendem as acções que ainda não comprámos? Este é o exemplo da economia especulativa. Vende-se o que não se tem, ao mesmo tempo que se procura afundar as acções no mercado para as comprar ao desbarato. O lucro é previsível. Todo o crescimento económico da finança foi efectuado neste pressuposto. O crescimento económico dos povos, pelo endividamento sustentável numa perigosa engrenagem de pedras de dominó.
É a humanidade contra a humanidade
Nós metidos nesta engrenagem, tiramos as vantagens do endividamento, mas também nas desvantagens da perca da produção. Se por um lado o nível de vida ia aumentando, por outro cada vez mais produzíamos menos. Este é o nosso caso, da Grécia, da Espanha, da Itália, de todos que não são os ricos da Europa, que não têm voz nem mando na Europa.
Sair do euro nesta altura era o suicídio. A nossa moeda ia desvalorizar de tal forma, que os produtos que importássemos ficariam por preços proibitivos; o petróleo, por exemplo e claro seria muito difícil manter as exportações na Europa. A Espanha tem o mesmo problema que nós, possivelmente até pior pela sua dimensão.
Não vale a pena evocar as musas anteriores, estamos numa era nova que ninguém previu, e ninguém ainda conseguiu descobrir a substituta.
Não podemos continuar a chorar por aquilo que nunca tivemos. Sempre fomos um país pobre. O que é que fizemos que justifique a melhoria de vida dos últimos anos?
O que o governo está a fazer é a pouco e pouco equilibrar a receita com a despesa com a receita. Pôr a despesa de acordo com o crescimento económico. Vamos voltar a ser pobres porque não sabemos ganhar a vida. Tirar os encargos ao Governo: saúde, educação, pensões, para que não precise de pedir dinheiro emprestado. Diminui-se o número de funcionários e fica garantido o ordenado para os militantes dos partidos.
Todos querem dar volta ao problema, mas sem massa não se pode fazer pão. É dramático, mas é verdadeiro.
É escusado tanto blá blá, e teorias da conspiração, é irreversível o empobrecimento do país.
Augusto Dias a 15 de Agosto de 2011 às 21:07
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