13 de Setembro de 2010

 

 

 

    Amici Salvate!

 

 

    O número 3 é um número bonito. Por isso deixámos aqui ontem a Trilogia. Hoje fechamos o quadrado.

 

    Realmente, o último ficaria incompleto sem uma nota complementar - os verbos transitivos, por exemplo com o acusativo, o complemento directo, sob a forma reflexa. Aqui creio saber qual a origem dos erros crassos que se dão actualmente na nossa língua, a saber: 

 

                                                             - eu caso (o quê, ou quem?);

                                                             - eu vendo; vende (idem. Sim, podem pensar em coisas menos próprias, dá mesmo vontade);

                                                             - ele feriu um dedo (de propósito?);

                                                             - ela reuniu com os colegas (ou reuniu os livros que tinha?)

                                                             etcetera... (só posso sugerir que estejam atentos para mais calamidades)

 

    Solução:

 

 

    - eu caso-me ou o padre ou o conservador do registo civil casou o Manuel com a Maria;

 

    - eu vendo o carro; vende-se o apartamento; 

 

    - ele feriu-se num dedo;

 

    - ela reuniu-se com os colegas.

 

   

    Sempre com o complemento directo porque se trata de verbos transitivos.

 

   

    De ouvir brasileiros a falar, creio que este erro vem deles. Não será de todos, não sei, mas é o que se ouve pela rua. O acordo luso-brasileiro, bem..., já houve acordos ortográficos antes, mas semânticos? Não dêem estes erros porque a dá-los qualquer dia a nossa língua fica completamente esvaziada de sentido e sem língua um povo não pode raciocinar, coisa que o Poder talvez goste... Na televisão dão esses erros, ministros dão-nos, mas quem é essa gente?

 

    E já agora: "eu sempre disse" ou "eu disse sempre"?

 

 

    Valete

 

    Raulus Antonius.

 

 

 

 

 

 

publicado por Raúl Mesquita às 11:06 link do post
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Raul
A educação é algo que demora a conseguir-se. O uso do apelido revela respeito. O do nome pessoal, intimidade. A relação médico paciente é dempre de respeito. Só raramente de intimidade. A menos que esta já existisse antes.

Abraço
Helena Sacadura Cabral a 30 de Setembro de 2010 às 20:06
Cara Helena:

Parece que houve um pequeno mal-entendido hoje. Escrevi no meu "post" de ontem intitulado "O Senhor..." :

A minha irmã contou-me que uma vez, no Hospital , apareceu um doente na Urgência, um sem-abrigo como se chamam agora, que se sentia muito mal. Tinha um historial de leucemia. A minha irmã era hematologista. "Então como se sente Senhor Ferreira?" Aquelas perguntas preliminares para pôr o doente à vontade. Resposta: "A Senhora Drª é a primeira pessoa aqui no Hospital que me trata por Senhor Ferreira e não por Sr. João. Há tanto tempo...!". O Senhor Ferreira, in extremis, morreu nessa noite.

Quis dizer, morreu pelo menos com a dignidade de Senhor e soube apreciá-la porque era um Senhor, enquanto que outros médicos pelos quais tinha passado antes nessa sua última noite, enfermeiros e "técnicos ou profissionais de sáude" seja o que isso for, trataram-no por Sr. João, daí a sua comoção por ser tratado condignamente por Senhor Ferreira. Que isso tenho sido um pequena ajuda na sua pasagem para o além!

Helena, já me conhece o suficiente! Não tolero o Sr. + nome próprio. "Sr. Raúl" makes me blue!

Abraço.




Ressalvo as palavras "saúde" e "passagem".
Raúl Mesquita a 1 de Outubro de 2010 às 01:33
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