27 de Julho de 2011

 É fechado, não se sabe o que esconde...

 

 

Salvate Amici!

 

      

 

       Não, não cheira nada bem em Portugal agora. E não cheira bem porque nada é linear, tudo é tortuoso, cheira a covardia, tudo é cinzento, escuro, tartúfico. Rectificações indeed! Fala-se há uns dez dias nelas. Preparação do terreno: feio. Discutidas no princípio de Agosto, quando a maioria mergulha, a tentar esquecer a Grande Depressão Portuguesa, e come umas amêijoas com, sebe-se lá, o último 14º mês: é muito feio. Serão postas em prática no fim do ano, diz-se. O suspense paira para quem está atento: o que é que nos vai faltar, o que é nos vão tirar mais? Diz-se que, neste mundo da privatização, as rectificações servem para ajudar Bancos! Será possível? Estão a brincar connosco? Feíssimo! 

 

 

 

Valete

 

Raulus Antonius

 

 

 

 

publicado por Raúl Mesquita às 18:13 link do post
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24 de Julho de 2011

  

   

 

 

 

 

Amici, Salvate!

 

 

O HORROR DA CULTURA AMERICANA INSTALADA

 

 

 

 

    Ontem, ao fim da tarde, peguei num livro e fui a pé à baixa. Sentei-me numa esplanada, numa tentativa de combate ao spleen que este Verão me assola mais forte que de costume. Tempo de fazer nada, assusta-me. Este Verão assusta-me mais. São as medidas do governo, são as incertezas duras para todos, duríssimas para quem se reformou. É a necessidade acrescida de produzir, interrompida por auto-disciplina durante um mês no Verão, com o subsequente sentimento de vazio, é a corrida ao Blog. São ainda, pior que tudo, as retracções dos editores, os cortes orçamentais das emissoras, é, enfim, o turbilhão para que fomos, para que o Mundo foi arrastado pela ganância de muitos, para o sofrimento de quase todos. Angústia acrescida da noção de Tempo!

 

    Abri o livro e comecei a lê-lo. No fim do II Capítulo surgiu a palavra mauve. Caí de imediato em daydreaming. Tive saudades, daquelas que doem, dos filmes de há alguns anos, tudo por causa da palavra mauve. Un Taxi Mauve. Lembram-se, Charlotte Rampling, Philippe Noiret, Peter Ustinov…? Ainda estávamos numa altura em que se produzia uma boa quantidade de filmes europeus, calmos, que sabiam fazer sorrir, que nos ofereciam a companhia para casa de uma sensação de plenitude.

 

 Rapidamente, bruscamente num Outono, muito provavelmente, acabou. O mercado americano ocupou, na prática, tudo. As distribuidoras passaram a comprar só o produto americano porque com a concorrência (desleal?) oferecia mais barato e... muito pior. Eram, e são, filmes, que de pleno nada têm. São como canetas descartáveis. Vêem-se, se se tem paciência, esquecem-se, para se ver três dias depois outros iguais com actores semelhantes em cidades semelhantes, com desfeches semelhantes (dois possíveis e só esses).

 

    Os filmes, pelo impacte da imagem, foram sempre um meio muito importante de divulgação cultural, um meio de infiltração do Poder. Há a considerar o aspecto financeiro, mas por trás deste, há, promovido pelo Poder, o veículo de uma ideologia, mesmo que seja a da redução à pizza. Sim, houve filmes americanos muitíssimo bons. Houve. Foram feitos por europeus fugidos a conturbações socio-políticas, quer ocupando o lugar de realizadores ou de produtores quer o de assistentes, de cameramen ou de argumentistas...

 

    Hoje, infelizmente, estamos entregues ao Horror da Cultura Americana Instalada.

 

    Todos estes pensamentos por causa do meu livro; por causa da palavra mauve!

 

Valete
Raulus Antonius
 P.S. E, já agora, dêem uma corridinha ao "de mim-para-mim", em:

  

 

http://naoporenquantoobrigado.blogspot.com/

 

 

 

 

 

publicado por Raúl Mesquita às 12:48 link do post
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19 de Julho de 2011

 

 

 

 

Amici Salvate!
  

Ouvi dizer que o Mr Obama se enfureceu e que nas suas 
fúrias falou de Portugal. Tenho pena de não ter assistido à 
birra do menino. Tenho pena mesmo. Deixem-me ficcionar um 
pouco (hábito). Barack, contido, sempre contido, a fúria, 
visível nos músculos das maçãs do rosto, agitada nas veias 
do rosto sempre invisíveis, mas não no caso dele, transmitida a 
todo aquele corpo rígido, duro de medo de não acreditar que 
desempenha alta função do cargo que, afinal, desempenha 
mesmo, agita-se em paroxismos de ondas convulsamente 
engolidas e engolidas e que acabaram por dar num  vómito 
(contido) de ódio a Portugal e à Grécia.

 Pois é, ao que parece, falou da nossa dívida e da dos 
gregos para tentar apagar a do seu país.

 Bem, aqui entro eu!  Allôôô! Há por aí algum homem de
Estado? Existe um homem de Estado em Portugal? 
Um? Sim, refiro-me à Base das Lajes! Não terá chegado a 
hora de a usar como O Trunfo? Agora a questão é: 
existe coragem? 

A Base vale o resgate da dívida, nesta confusão de 
dívida/guerra $-€, a juntar a um lugar privilegiado para 
Portugal numa Europa, afinal, bem vistas as coisas, 
entregue a defensores do dólar.  Refiro-me, 
mais uma vez, à Chanceler alemã e ao Presidente da 
Comissão Europeia.



Valete

Raulus Antonius
publicado por Raúl Mesquita às 01:28 link do post
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16 de Julho de 2011

 

 

 

  

 

 

 

 

 

Salvate Amice!

 

 

     Há uns meses largos entrei numa loja de discos, uma discoteca, e pedi um que andava para comprar fazia que tempos. O que me restringia era o facto de ter outra versão do mesmo, uma oratória. Tenho, nalguns casos, várias versões de óperas (com moderação), mas no caso de oratórias, tal facto acontece muito poucas vezes. No entanto, eu sabia que desta vez valia mesmo a pena. Valia pela voz, pela voz do soprano, a da Kathleen Battle! Tive a sorte de vê-la num recital aqui em Portugal no CCB e confirmei as minhas impressões: uma voz de soprano lírico, uma voz redonda, generosa, dourada, quente. Quando, em palco, depois de umas paragens (estudadas?), mas que caíram bem por causa do seu sorriso, que a faz muito mais nova, começou a cantar e a voz passou por cima da minha cabeça e voou pela sala como se, ao sair da sua boca, se tivesse tornado num ser independente, que já não lhe pertencia, quase entrei em transe. Na loja, dizia, pedi o disco: "Bom dia, queria saber se têm a versão da Semele, que pronunciei à inglesa uma vez que as oratórias de Händel são cantadas, como sabem, em inglês, Sé-me-li". Depois de algum desentendimento, lá chegámos a um acordo fonético de compreensão e consegui a última cópia que tinham, que agarrei como se de um filho pródigo se tratasse. Foi das melhores compras que fiz. Já tinha ouvido muitas vezes esta versão em casa de amigos. Agora oiço mais.   

 

    Kathleen Batte, americana, teve uma carreira fulgurante na Metropolitan Opera House, conseguindo brilhar em "papéis secundários" de óperas do século XVIII, com a ajuda de James Levine. Mas também "estrelou"! Cantou em Boston, noutras cidades e visitou outros países. Cantou para o Papa João Paulo II e, mais recentemente, para o esclarecido Benedicto XVI.  

 

    Nos anos 90 correu o boato (correspondente à verdade?) que ela se tornou difícil, caprichosa, que chegava atrasada aos ensaios, que apostava com as outras estrelas quem era o ultimo a chegar aos ensaios e coisas deste género, que era desagradável para com os cantores secundários, gossip deste teor...

 

    Vivendo nos tempos que vivemos, de $$$ e de pseudo-poupanças, governados por pessoas que subalternizam o bom gosto porque não o têm, o General Manager da Metropolitan Opera House, Joseph Volpe, que começara na Met como carpinteiro, despediu-a. Levine calou-se. E nós, aqueles que gostamos de Música, ficámos talvez sem a melhor soprano lírico do fim do século XX! Nos anos 50 do século passado aturava-se tudo à Callas; agora não, porque a arte é comércio, uma vez que os directores financeiros e os políticos são merceeiros. Uma nota positiva para isto não ser tão negro, talvez porque estoutra cantora devia ter um feitio "comme il faut" e, coitada, era feia; ficámos, felizmente, até ao fim da sua carreira e da sua vida, com a melhor, na nossa opinião, soprano lírico ligeiro do século XX, a Dame Joan Sutherland.

 

    De ti, Kathleen, resta-me o consolo, grande, da memória daquele serão no CCB (nunca te vi na MET), a companhia de óperas gravadas, desta tua fantástica Semele, dirigida pelo John Nelson, que oiço em casa e… no meu iPod!

 

  

 

    Recomendo, Amici! 

 

 

   Valete

 

    Raulus Antonius

 

publicado por Raúl Mesquita às 14:42 link do post
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12 de Julho de 2011

 

Salvate amici! 

 

 

 

Há tempos criei um outro blog noutro site, no blogspot, que não consigo, no entanto, manejar (maneja-se em informática? gosto de pensar que sim). Tem o bonito nome de nãoporenquantoobrigado. A morada e. está abaixo. Visitem-no, dar-me-iam muito prazer, creiam. Verão o seu aspecto e uns dois comentários que é tudo o que consigo fazer, como se fosse eu o visitante de mim próprio. Alto! … Gosto. E se a cibernética me estivesse a dar uma informação poética?  E se fosse esse o objectivo do meu novo blog? 

 


http://naoporenquantoobrigado.blogspot.com/

 

 

 

 

 

Sem querer fazer os delights dos psicanalistas demodés, penso que o tema não estará mal…, mas a vossa opinião é que conta. Que me dizem?

 

Espero os vossos comentários, céleres se possível (exigente, hein!), sobre esta ideia para o nãoporenquantoobrigado. 

 

 

Valete

 

Raulus Antonius 


publicado por Raúl Mesquita às 17:37 link do post
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08 de Julho de 2011

 

 

$€            

 

 

 

 

Amici Salvate!

 

A História já está contada acima.

 

 

No entanto, e porqe se espera mais de um Blog, aqui vai o aspecto literário do mesmo.

 

    Não vamos pôr culpas nem no governo anterior nem no do Cavaco Silva enquanto Primeiro Ministro, que, quanto a nós, foi um dos grandes culpados da pobreza portuguesa que, actualmente, já nem "pão e vinho na mesa tem" porque neste momento, a partir de ontem, já não se trata de culpas nacionais, mas de uma guerra transatlântica declaradamente aberta. Já começara, sim. Sabiamo-lo. Muitos de nós já tínhamos percebido. Desde 2002 que o RU  e os EUA ficaram ainda mais desconfiados ao verem em nota a circular o que já existia como câmbio há uns anos. Esperaram. Esperaram e o € ulrapassou o $. Os EUA e o RU não podiam admitir tal. Chegou-se a um extremo em que ambos esses países se encontraram numa crise económico-financeira gravíssima (a velha raposa consegue passar despercebida aos olhos da maioria, os outros, palavrosos, novos ricos, espalhafatosos, invasores abertos, não). Havia que fazer alguma coisa. O evidente. Destruir os países com petróleo e com governos hostis, para passarem a ter governos pró americano e, por outro lado, destruir o euro. Ora, para destruir esta moeda era necessário ir aos seus pontos mais fracos e, zás... direitinhos à Grécia e a Portugal (à Irlanda de um modo diferente por causa da língua, da proximidade do RU e do vínculo genético com os EUA). Somos vítimas de uma guerra, não do governo anterior, que, diga-se de passagem teve inúmeros defeitos, mas não misturemos alhos com bogalhos. Se há pessoas em Portugal a apontar o dedo neste momento, elas são algumas do PSD,  na sua disfarçada ganância de Poder. Com a desculpa de não sobrecarregar os reformados, vêm agora, com desculpas de mau pagador (que nem de propósito) dar o dito por não dito e, cúmulo(!) lançar um imposto correspondente a metade do 13º mês! Falta saber o que virá. E depois somos dados como o lixo da Europa. Que vexame, que revolta! Dizem as agências de rating: nada de pessoal, nada contra Portugal, mas business is business... Ora, pelo menos, numa coisa o Sócrates teve razão: "com a queda do governo provocada pelo PSD (aplaudida pelo Presidente) vamos ver o julgamento que a História fará!" Sem esta queda, o empréstimo teria sido necessário na mesma, como se sabia já, a troika  vinha, como veio, mas as agências de rating não tinham tido, de mão beijada, a privatização das empresas, que foi o único pretexto que tiveram à mão para as considerar lixo e com elas todos nós!

 

    Agora sim, culpo o PSD no poder, culpo o Presidente pelos seus silêncios e culpo a Chanceler alemã e o Presidente da Comissão Europeia por só ontem terem bramado contra as agências. E antes não sabiam nem suspeitavam que isto pudesse vir a acontecer, nos cargos que ocupam? É caso para perguntar: Mas de que lado do Atlântico é que afinal estão?

 

    Valete  

 

    Raulus Antonius 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Raúl Mesquita às 12:36 link do post
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