20 de Janeiro de 2010

 

Amici, Salvate!

 

A ópera Carmen, de Bizet, que, segundo alguns, levou este compositor ao suicídio, por causa das más críticas, é, juntamente, com o anterior D. Giovanni , de Mozart, uma ópera que me faz pensar muito. Agora falemos da primeira, da Carmen.

 

Lembro-me de há uns anos, por mera coincidência, ter visto um programa sobre a Carmen na RTP 2 (?), com a " liderança" da Maria João Seixas. Dizia esta Senhora que a Carmen era o protótipo da mulher liberta, e concordo, mas não pelas mesmas razões.

 

Peço que, se estiverem interessados, revejam esta ópera com a máxima atenção. A Miss Seixas alegava que a Carmen era uma mulher liberta porque virou as costas ao D. José porque mudou, sem problemas, para o Toreador. Conheço bem a ópera e, cada vez que a revejo, presto mais atenção, nas várias produções, e constato que a Carmen não é a mulher livre  " moderna" que muda de amante, " à la Seixas", mas é a mulher eterna que seduz o toreador para testar o amor do D. José, que anda a monte por causa dela. Ela só atinge a suprema felicidade quando morre às mãos do D. José! Machismo meu? Grandeza da Mulher e só as feministas não querem (não sabem?)  compreender a grandeza Mulher! O outro dia ouvi uma escritora dizer na Telefonia que não compreendia como é que uma mulher podia não ser feminista. Que poderia responder a tal Senhora: não compreeendo um homem que não seja machista?

 

Pensemos em tudo isto. Amo-te Carmen!

 

Valete,

 

Raulus Antonius.

 

 

publicado por Raúl Mesquita às 02:21 link do post
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A habannera descreve em absoluto a sua personalidade, que é aliás uma síntese da sua pessoa e um retrato fiel da personagem... uma autentica Messalina que toda a sociedade admira e disputa a sua atenção...devia ser uma "ganda maluca"...

O amor é filho da boémia
Nunca conheceu lei
Se tu não me amas, eu amo-te
Se te amo tem cuidado comigo...
(isto em português perde um je ne sais qois de quelque chose)

É uma das óperas que mais vezes vi e ouvi...fui aliás figurante no S. Carlos e tive três papeis nos três actos...foi em 1984...Fiorenza Cossoto e Nuncio Todisco, contrastaram com José Fardilha e Isabel Malaguerra (gostei mais do elenco português)...a Elsa Saque foi sempre a Micaela....eu fui soldado, contrabandista e toureiro...
Gastao de Brito e Silva a 22 de Janeiro de 2010 às 13:47
Gastão, que engraçado teres estado perto dessas vedetas, a ouvi-las no mesmo palco... Bem, ressalvo a Elsa Saque: vedeta não diriia, uma foz afinadinha e fininha, sim (não saltes, temos ainda belíssimas cantoras portugueseas, a mais jovem, é verdade, Joana Seara, soprano também, a fazer furor em Londres...) Ah o bar do Lilas Pastia, o " Lá-bas, lá-bas, bans la montagne...". Tudo isso, mas vejo mais do que a boémia e o exílio ali, vejo o que uma mulher é. Não se afirma pela "igualdade" , como as pobres das feministas, mas pela superioridade. Ela não quer ter vários amantes " ser livre" como apregoam as feministas; ela quer ser possuída até ao extremo, até à morte; para tal tem de ser ela a provocá-la porque os homens não têm coragem " per se" , ela provoca e obriga o D. José a fazê-lo. Mulheres assim, sim, feministas, perdoem-me, não! Gostei de te ver passar por aqui Gastão ( soldado, contrabandista e toureiro... LOL!). Abraço, Raúl.
ERRATA: ... cantoras portuguesas [...] dans la ...
Não sei, não Raúl. Não sei se a Carmen soube, alguma vez, amar no sentido de entrega total, sem limites. Não creio. Seduzir sim. Essa é a sua arte a sua forma de se expressar.
Ela provoca D. José porque seduz. Amar D. José, duvido.
Quanto a ser feminista, jamais. Nem pensar! Feminista e sedutora, só no Paraíso, onde não há pecado...
Helena Sacadura Cabral a 23 de Janeiro de 2010 às 17:49
Well put, Helena!
Raúl Mesquita a 25 de Janeiro de 2010 às 01:23
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